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Registro de Imóvel: O que é, como fazer e por que é indispensável

Por Que um Imóvel Sem Registro é um Imóvel Sem Dono Imagine que você compra uma casa, paga tudo certinho, recebe as chaves e começa a morar. Parece que o imóvel é seu, certo? Mas, na prática, sem o registro do imóvel feito no cartório competente, juridicamente ele ainda não pertence a você. No Brasil, uma regra fundamental do Direito Imobiliário diz: quem registra primeiro, é o dono. É o registro que transfere oficialmente a propriedade de um imóvel. Contrato de compra e venda, recibo, declaração de posse, tudo isso tem valor, mas nenhum desses documentos substitui o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Se você é comprador, vendedor, investidor ou corretor de imóveis, entender como funciona esse processo é essencial para tomar decisões mais seguras e evitar prejuízos que podem custar muito caro. Vale a Pena Regularizar um Imóvel? Veja o Que Está em Jogo Muita gente deixa o registro para depois e esse “depois” pode se transformar num problema sério. Um imóvel sem regularização pode parecer um ativo, mas na prática ele carrega riscos que podem afetar diretamente o seu dinheiro e o seu futuro. Facilidade na hora de vender Um imóvel com matrícula atualizada e registro em dia é muito mais fácil de vender. O comprador tem mais segurança, o processo é mais rápido e os riscos de a negociação travar na fase de documentação são muito menores. Já um imóvel irregular pode espantar compradores sérios e atrasar uma venda por meses ou inviabilizá-la completamente. Valorização do imóvel no mercado Imóvel regularizado vale mais. Não é exagero, a certidão de matrícula do imóvel atualizada transmite confiança ao mercado e abre caminho para negociações mais vantajosas. Da mesma forma, imóveis com problemas de documentação costumam ser vendidos com desconto exatamente porque o comprador está assumindo um risco. Acesso ao financiamento imobiliário Se o comprador precisar de financiamento bancário, como pelo programa Minha Casa Minha Vida ou por linhas de crédito tradicionais, o banco vai exigir que o imóvel esteja regularizado. Sem registro e matrícula em ordem, não há financiamento. Isso elimina boa parte do mercado de possíveis compradores e dificulta a negociação. As Etapas da Compra e Venda: Do Contrato ao Registro de Imóvel em Cartório Para entender o registro, é preciso entender o caminho completo de uma transação imobiliária. Ela passa, basicamente, por três etapas. 1. Contrato de compra e venda É o documento que formaliza o acordo entre vendedor e comprador. Além disso, preço, condições de pagamento, prazo de entrega, responsabilidades de cada parte. É aqui que a análise jurídica do contrato imobiliário é indispensável, uma cláusula mal redigida pode gerar prejuízos de centenas de milhares de reais. O corretor trata da negociação comercial e o advogado garante que o papel proteja você. 2. Escritura de imóvel Depois do contrato, vem a escritura pública lavrada em cartório de notas. Ela oficializa a vontade das partes perante a lei. Mas atenção, a escritura, por si só, não transfere a propriedade. Ela é apenas o passo anterior ao registro. 3. Registro de imóvel no cartório É aqui que a propriedade, de fato, muda de mão. O registro é feito no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição onde o bem está localizado. Com o registro concluído, a matrícula do imóvel é atualizada com o nome do novo proprietário e só a partir daí o comprador é reconhecido como dono perante a lei. Quanto Custa o Registro de um Imóvel? Como Calcular e Onde Consultar Os custos do registro variam de acordo com o estado em que o imóvel está localizado, pois cada estado tem uma tabela oficial de taxas cartoriais, definida em lei. Em geral, os valores são calculados com base no valor venal ou no valor de venda do imóvel, o que for maior. Para quem quer registrar imóvel no estado de São Paulo, a consulta pode ser feita diretamente no site da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP) ou no portal do cartório de registro de imóveis responsável pela região do imóvel. Esses portais permitem calcular o valor que você vai pagar antes mesmo de dar início ao processo. Além da taxa cobrada pelo Cartório de Registro de Imóveis, é preciso considerar outros custos da transação: o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), que é municipal e varia entre 2% e 3% do valor do imóvel na maioria das cidades, e os honorários do cartório de notas para lavratura da escritura. Um planejamento financeiro que não considere esses valores pode gerar surpresas desagradáveis no momento da assinatura. Quais Formas de Aquisição de Imóvel Precisam Ser Registradas? Não é só a compra e venda que exige registro. Qualquer forma de transmissão de propriedade imobiliária deve ser registrada na matrícula do imóvel. As situações mais comuns são: Compra e venda É a forma mais comum. Após a assinatura da escritura pública o comprador deve levar o documento ao Cartório de Registro de Imóveis para que a transferência seja anotada na certidão de matrícula do imóvel. É possível, inclusive, fazer o registro de imóvel online em alguns estados, por meio de canais digitais dos cartórios. Doação de imóvel Quando um imóvel é doado de pais para filhos, por exemplo, também é preciso lavrar uma escritura pública de doação e registrá-la. Sem esse passo, o donatário não é reconhecido como proprietário, mesmo que já esteja usando o imóvel há anos. Herança e inventário Quando alguém falece e deixa um imóvel, os herdeiros precisam passar pelo processo de inventário. Ao final, é expedida uma escritura de formal de partilha ou carta de adjudicação, que deve ser levada ao cartório de registro de imóveis. Enquanto esse registro não é feito, o imóvel permanece formalmente no nome do falecido, o que impede qualquer venda, financiamento ou uso legal regular do bem. O Papel da Assessoria Jurídica em Todo Esse Processo O corretor de imóveis é fundamental na negociação, conhece o mercado, apresenta as melhores opções e facilita o acordo entre as partes. Mas há um ponto onde o..

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